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Juro que se eu visse um Elis 2004 deste tamanho no blog de alguém, consideraria um belo exemplo de selfish.. Só não digo o mesmo dessa aqui porque amo essa mulher. Adoro. De paixão!

26 dezembro - segunda-feira

Quero comunicar que posso ser apreciada no www.elispollin.com
Chiquérrimo, este meu novo domínio!

Larilá...eu me amo...não posso viver sem mim...larilá!!!

Pecados...pecados...pecados...que atirem pedras!

Nunca uma civilização concedeu tanto peso à culpa e valor ao arrependimento do que o cristianismo nos séculos XVIII-XIX-XX-XXI. Não me admira, entonces, este raio de arrependimento que me acomete por ter ingerido toneladas de perú com farofa neste natal.
Me vejo diante de um fato maior que não posso esclarecer inteiramente, por isso estou preparando um dossiê  relatando, em  faixa cronólogica, todos meus pecados gastronômicos (ou da gula), desta forma (e já que chafurdei confessadamente neste pecado), apresentarei a Deus para que ele que decida ser justo comigo... ou bondoso.

Justiça, neste caso, seria algo como livrai-me do colesterol e do diabetes.

Já bondoso...bem...livrai-me das arrobas e deixai-me apenas com o peso da culpa. Este não impede que meu vestido novo entre, afinal, preciso da roupitcha bacana prá ir comer o perú do reveillon.

Feliz ano novo para nosotros!

Aqui ficaria aquele Elisão ali de cima, mas se clicar, ganho seu email.



Desculpa esfarrapada para não me transformar em farrapos

A autora deste site informa que a menor periodicidade de atualização do mesmo não se deve à pressões políticas, economicas, familiares de qualquer tipo, nem a nenhuma tentativa de terceiros de cercear a liberdade de expressão.
A autora deste site não optou pelo silêncio e nem afirma que o silêncio também pode querer ter algum significado.
A única razão para a baixa freqüência do nascimentos de novos posts deve-se única e exclusivamente a estes dias que têm sido hard pois infelizmente calhou a ela, na rifa, a responsabilidade pelo aumento do PIB.

Tenho a sensação que o mundo corporativo funciona assim:

(1) chega-se ao trabalho (2) checa-se o e-mail, navega-se na Internet, etc. (3) decide-se que pode ir almoçar antes de começar a trabalhar (4) volta-se  do almoço (5) checa-se o e-mail, navega-se na Internet, etc. (6) finalmente decide-se que tem que começar (7) checa-se o e-mail, navega-se na Internet, etc. (8) decide-se  de novo que tem mesmo que começar (9) carrega-se as malditas planilhas  (10) digita-se os códigos, salva-se e percebe que já são 19:30.

Em algum lugar entre o passo 8 e o passo 9 parece haver algum bug, porque não é sempre que se consegue transpor esse abismo.

Começar é que é a única coisa difícil. Um objeto em repouso tende a permanecer em repouso. Há alguma coisa incrivelmente pesada no  cérebro que é extremamente difícil de ser colocada em movimento.

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Avaliação

Só recebo um dia de cada vez para viver e a sequência cronológica das horas deverá ser rigorosamente concluida, sem que eu exerça gerência alguma sobre ela. Chamo a isso de ficha-do-dia. Ao final de 24 horas queimarei a ficha de hoje, independentemente de eventuais pendências.
Nos dias em que estou desatenta ou se sou movida pela pressa, deixo alguma ficha não totalmente destruída  e seus pedacinhos semi-queimados ficam voando por aí. Não biodegradáveis  permanecem vivos e tendem a voltar à minha própria  correnteza. Quando isso acontece, estes fragmentos resistentes se misturam e se conchavam com outros, doutras piras mais antigas. Fortalecem-se e me agarram pelo cangote e eu, que julgara ter avançado o meu  percurso, me descubro interrompida, recolhendo fragmentos e concedendo-lhes atenção.
Apanho os farelos semi destruídos e os junto para lançá-los de volta à queima e eis que se não quando... Ops, o que era isso aqui mesmo? hum... guardarei...nunca se sabe quando precisarei de um ressentimentozinho em bom estado ou de uma tritezazinha pouco queimada...Mamãe me ensinou como se faz uma boa reciclagem!

Pirada à moda da casa!

Hoje tudo irá arder na pira. Cometi infração. Roubei ficha alheia.  Baguncei o coreto e decidi que viverei fugindo usando fichas dominicais com temperatura outonal, todos os dias!


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Filosofando, opinando, metendo o bedelho...

Na era da internet, da globalização, da igualdade de sexos, ninguém mais quer saber de abrir mão do tão arduamente conseguido (?) direito de opinar. (pootz...Isso ficou parecendo discurso de feminista...) O que acaba acontecendo é o seguinte: mesmo quando não há margem nenhuma para opiniões, sempre surge aquele email, supostamente intelectual, dizendo "Ahhhh, mas, veja beeeem, tudo depende de como você vê as cooooisas".
Oh..que novidade!

A verdade é que NEM tudo depende de como você vê as coisas, especialmente quando as "coisas" em questão não existem. O certo é que não importa a opinião de um ou de outro, importam os acordos (ou, pelo menos, a tentativa) firmados para que possamos conviver de modo passível e ordenado e, mais importante, que os fabricantes de softwares, desenvolvedores de programas, web-fashionists e piratas do CD continuem mantendo-nos no cabresto de seus lançamentos, quase tudo para a glória do Seu Bill, o Gates, né não?

Ah se eu fosse uma celebridade...
Fotologs, Blogs e outros besterogs

Ufa....foi-se  o tempo dos aplausos e urras dos web-people aos fotologs. Depois da novidade popularizada, perdeu-se o gostinho exclusivo e bateu uma baita canseira só de pensar em ver um monte de fotos da cara dos fotologgers.

Ok, apontem-me seus dedos gigantescos, relembrem meu passado tenebroso e digam que você-teve-um-fotolog-com-926385364029-camshots-da-sua-fuça-maquiada". É verdade. Mas, pô, quando fiz pensava em arte e nunca pretendi alcançar um nível de inspiração tão pobrezinho... Ah...Lacunas existencias, só pode ser...

Criaturas que matam o dia postando calorosas mensagens-padrão repetidas em guestbooks de desconhecidos, a fim de receber comentários de volta, são portadoras de algum tipo de desvio...tsc tsc...

Não que isso seja ruim, claro. Desvios são adaptáveis, e podem ser legais, se te dão prazer, como fumar um cigarro de maconha, esvaziar uma garrafa de Chivas, por exemplo. Não muito saudável, of course, porém extremamente gostoso para algumas pessoas.

Sem litígio, então, mantenho os meus desvios e você fica com os seus.

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31 - agosto - terça-feira

Sem palavras!

Deixo que as metáforas se desprendam  um pouco da minha alma com a intenção de esconder, sob o efeito semântico das sutilezas, as intenções insubmissas a qualquer domínio.

As metáforas parecem fazer bem ao espírito, mas o que talvez ninguém saiba é que apenas encantam sem enlaçar e sem comprometer, mesmo que toque fundo a essência  do entendimento.

Vivem muito bem em qualquer par de lábios,  juntamente com os herpes virais,  e  a inofensibilidade de seus sprays são tão competentes quanto são seus efeitos cérebro-anestésicos.

Mesmo assim escolho tais efeitos anestésicos porque a vida  real não tem o desenvolvimento ritmico de um poema e escolher atravessar pelo portal dos versos é menos dolorido do que caminhar pelos pântanos das relações humanas.

Nas relações humanas valem pouco os sibilar de frases e o encadeamento de palavras. O dicurso, a fala, o pronunciamento, destacando sílaba por sílaba, ou a síntaxe aperfeiçoada pela lógica matemática que prova todas as verdades, são facilmente dispersas por qualquer ventinho à toa e mais ainda por qualquer presença intrusa, igualmente à toa, mesmo que boa.

Entre humanos a melhor comunicação se forja pelos gestos, pelos trejeitos, pela proximidade entre corpos, pelo movimento das mãos, pelos olhares, pelo toque e pelo comportamento. Este último acaba revelando o que é essencial, mesmo quando envolvido pelo mais silencioso mutismo.

Se fossem seres, as palavras seriam condenadas ao permanente desentendimento porque precisamos mais das presenças do que de textos, mais dos olhares do que de sílabas, mais de abraços do que de sentenças.

Tudo quanto se sabe passa antes pela pele.

Não quero desdizer o já dito, exceto para invalidar as razões e os motivos de todos os gestos abortados, ou as intenções que os propuseram como uma saída para o sol.

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